Salário na Marinha Mercante: quanto ganha um Moço de Convés e as outras funções
Quem entra como Moço de Convés, só com o ensino fundamental, ganha acima da média brasileira e passa cerca de metade do ano em casa.
Por Redação Mais Mercante · Atualizado em
Em resumo
- As faixas abaixo foram citadas por profissionais do setor em 2024, com base em anúncios de vaga e acordos coletivos. Servem como ordem de grandeza, não como promessa.
- O Moço de Convés, porta de entrada para quem tem só o fundamental, aparecia na faixa de R$ 3.500 a R$ 4.500 líquidos.
- O salário cresce com a carreira: marinheiro, contramestre e oficiais ganham bem mais.
- Além do salário, quem trabalha embarcado tem escala de folga igual ao período a bordo: na prática, cerca de 6 meses por ano em casa.
Faixas de salário por função
Valores citados em 2024 em anúncios de vaga e acordos coletivos mostrados em aula pelo Leandro Verdan, que tem mais de 18 anos embarcado. Variam por empresa, tipo de embarcação e adicionais.
| Função | Faixa citada (2024) |
|---|---|
| Moço de Convés | R$ 3.500 a R$ 4.500 líquidos |
| Moço de Máquinas | R$ 4.000 a R$ 5.000 |
| Marinheiro de Convés | R$ 6.000 a R$ 7.000 líquidos |
| Taifeiro | R$ 3.000 a R$ 4.000 |
| Cozinheiro | R$ 3.500 a R$ 5.000 |
| Enfermeiro | R$ 4.000 a R$ 8.000 |
| Condutor de Máquinas | R$ 6.000 a R$ 10.000 |
| Eletricista | R$ 9.000 a R$ 15.000 |
| 2º Oficial de Náutica | R$ 19.000 a R$ 26.000 |
| 2º Oficial de Máquinas | R$ 23.000 a R$ 30.000 |
Os valores são de 2024 e não são garantia de remuneração. Confirme sempre o salário na proposta da empresa e no acordo coletivo da categoria.
O que entra no contracheque
O salário de quem trabalha embarcado costuma ter uma base e vários adicionais, conforme a empresa e o tipo de embarcação:
- Salário base da categoria, definido em acordo coletivo
- Adicional de periculosidade e, em alguns casos, de insalubridade
- Adicional noturno e horas extras
- Adicional de embarque e diárias em alguns tipos de navio, como os de granel, químicos e gás
- Benefícios como plano de saúde, alimentação a bordo, seguro e transporte até o embarque
A folga é outro salário
No Brasil, a regra é folga igual ao tempo embarcado. As escalas mais comuns são 14 por 14 dias em plataformas e 28 por 28 em muitas embarcações; em longo curso e cabotagem podem chegar a 60 dias a bordo e 60 em casa.
Na prática, isso dá cerca de 6 meses por ano em casa, e a bordo a alimentação e a hospedagem não custam nada ao tripulante. Por isso muita gente compara a carreira com empregos em terra que pagam parecido, mas exigem o ano inteiro.
Como o salário cresce
O marítimo sobe de categoria pelo tempo de embarque anotado na CIR e por cursos de aperfeiçoamento da Marinha. Quem entra como Moço de Convés pode chegar a Marinheiro, Contramestre, Mestre de Cabotagem e, com os cursos de acesso, a oficial. Cada degrau traz um salário maior.
As áreas de saúde e de cozinha (enfermeiro, cozinheiro e taifeiro) não têm essa escada: a pessoa permanece na categoria em que entrou.
Perguntas frequentes
Quanto ganha um Moço de Convés?
Profissionais do setor citavam em 2024 uma faixa de R$ 3.500 a R$ 4.500 líquidos para o Moço de Convés, a porta de entrada para quem tem o ensino fundamental. O valor varia por empresa e adicionais e não é garantido.
Quanto ganha um oficial da Marinha Mercante?
Em 2024 eram citadas faixas de R$ 19.000 a R$ 26.000 para o 2º Oficial de Náutica e de R$ 23.000 a R$ 30.000 para o 2º Oficial de Máquinas, conforme a empresa e o tipo de embarcação.
Quem trabalha embarcado paga comida e hospedagem?
Não. A bordo, alimentação e camarote são fornecidos pela empresa, e normalmente o transporte até o embarque também. Isso faz parte da vantagem financeira da carreira.
Quantos meses por ano o marítimo fica em casa?
Pela regra brasileira de folga igual ao embarque, cerca de 6 meses por ano, divididos conforme a escala da empresa, como 14 por 14 ou 28 por 28 dias.
Fontes
Guia da redação do MM, feito a partir de editais oficiais, da NORMAM-101/DPC, do programa de cursos da DPC (PREPOM) e da leitura de provas anteriores. As regras mudam e cada edital tem as suas: confira sempre o documento oficial do local onde vai se inscrever.
